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HISTÓRICO DA 10ª COMPANHIA DE ENGENHARIA DE COMBATE

Publicado: Quarta, 03 de Janeiro de 2024, 02h18 | Última atualização em Quinta, 04 de Janeiro de 2024, 14h06 | Acessos: 4354

A 10ª Companhia de Engenharia de Combate é a única Organização Militar (OM) valor Subunidade, da Arma de Engenharia, no Nordeste brasileiro. Foi criada pela Portaria Ministerial Reservada Nr 39, de 16 de outubro de 1986, e passou a ocupar parte das instalações do 7º Batalhão de Engenharia de Combate, “Batalhão Visconde de Taunay”, na cidade de Natal, no estado do Rio Grande do Norte.

Iniciou oficialmente suas atividades em 29 de janeiro de 1988, sob o Comando do Maj Eng Jorge Ernesto Pinto FRAXE.

Mesmo ocupando as instalações do 7º BE Cmb, na guarnição de Natal, a 10ª Cia E Cmb era a OM de Engenharia orgânica da 10ª Brigada de Infantaria Motorizada “Brigada Francisco Barreto de Menezes” (10ª Bda Inf Mtz), cujo Comando e as outras Organizações Militares orgânicas estão localizadas em Pernambuco e Alagoas.

A grande distância que separava a OM das unidades irmãs da Brigada Francisco Barreto de Menezes fazia crescer a necessidade de melhor posicionar a 10ª Companhia em relação às unidades apoiadas da Brigada, situadas em RECIFE, GARANHUNS, PETROLINA e MACEIÓ, o que motivou o Alto Comando da Força Terrestre a dar prosseguimento a mudança de sede da Companhia.

Por meio da Portaria Ministerial Nr 321, de 04 de junho de 1996, o Exmo. Sr. Ministro do Exército, General de Exército ZENILDO DE LUCENA, transferiu a 10ª Cia E Cmb da cidade de Natal para sua nova sede no Município de São Bento do Una, em Pernambuco.

No dia 19 de abril de 1998, Dia do Exército Brasileiro, o Exmo. Sr. Ministro do Exército, inaugurou, na presença do Exmo. Sr. Presidente da República em exercício, MARCO MACIEL, as novas instalações da 10ª Cia E Cmb, às margens do Rio Ipojuca.

Em 11 de novembro do mesmo ano, o Ministro do Exército, por meio da Portaria Nr 719, concedeu à 10ª Cia E Cmb a denominação histórica de "Companhia General Abreu e Lima" e entregou o estandarte histórico.

Em outubro de 2003, o estandarte da OM recebeu na Base Aérea de Brasília, das mãos do Presidente da República a medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico, mais alta distinção honorífica do Comando da Aeronáutica, concedida à 10ª Cia E Cmb, em reconhecimento ao apoio prestado à Força Aérea Brasileira.

Em mais de 3 décadas de existência, cumpriu com responsabilidade, eficácia e determinação todas as missões que lhes foram atribuídas, qualidades inerentes ao Soldado de Engenharia. Companhia voltada para o apoio, sempre foi citada com elogios no seu papel de multiplicadora do poder de combate das Unidades da 10ª Bda Inf Mtz.

Em sua história registram-se vários feitos marcantes, como a participação no “Exercício Felino” das Forças Armadas dos membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa realizado em Petrolina, PE, em 2002, que teve como principal objetivo o adestramento de tropas para a realização de missões de paz no mundo. Destacou-se também por seus efetivos que integraram os contingentes de missões de paz em Angola e Haiti, retornando sempre sob elogios por todos os feitos realizados e evidenciando o valor do Soldado de Engenharia do Agreste Pernambucano.

No apoio ao desenvolvimento regional, participou com efetivo e material nas obras de duplicação da BR 101 e integração do Rio São Francisco com as bacias do Nordeste Setentrional.

Na vertente Mão Amiga do Exército, participou do Programa Emergencial de Distribuição de Água no Sertão Nordestino (Operação Pipa). Além da presença constante em Ações Cívico Sociais de toda ordem e no socorro às vítimas de catástrofes naturais.

O trabalho desenvolvido pelos Oficiais e Praças da OM, os PONTONEIROS DO AGRESTE, renderam vários frutos e renderão ainda mais, motivados em superar os novos desafios e cultivando os mesmos valores, eternizados na canção da nobre Arma de Engenharia: “Na paz, luta e trabalha, sem cessar, pioneira brava de um Brasil mais forte”.

 

GEN ABREU E LIMA

 

O General José Inácio de Abreu e Lima, militar, político e historiador, participou, sob as ordens de Simon Bolívar, das guerras de independência da Venezuela e da Colômbia e tomou parte ativa na vida política do Brasil.

Abreu e Lima nasceu no Recife, Pernambuco, em 6 de abril de 1794, filho de José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, líder da Revolução Pernambucana de 1817. Na juventude cursou a Academia Real Militar do Rio de Janeiro.

Participou das lutas pela independência da Venezuela e da Colômbia, onde foi promovido a general e chegou a chefe do estado-maior do exército libertador. Seu nome está inscrito no monumento em homenagem aos que lutaram pela independência venezuelana.

Antes de voltar ao Brasil, Abreu e Lima passou pela Europa e, em Paris, conheceu D. Pedro I, que abdicara ao trono. Chegou ao Brasil em 1832, em plena Regência, ficando no Rio de Janeiro até 1840.

Em 1843, publicou o Compêndio de história do Brasil e, em 1844, a Sinopse ou dedução cronológica dos fatos mais notáveis da História do Brasil. Nesse mesmo ano, retorna ao Recife e trabalhou como colaborador dos jornais Diário Novo e a Barca de São Pedro, vindo a falecer no dia 8 de março de 1869. 

 

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